Com licença, você pode me dar a senha do wifi?

Se você nunca fez ou se nunca lhe fizeram essa pergunta, é porque você vive literalmente desconectado.

O Wi-Fi, ou simplesmente WiFi surgiu no mercado em 1997. É um sistema de conexão sem fio, dentro de uma determinada área, entre dispositivos eletrônicos, para acessar a internet.
O WIFI é baseado no IEEE 802.11, um grupo de protocolos sem fio criado pelo Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos, uma associação mundial dedicada à padronização e desenvolvimento em áreas técnicas.

VOCÊ sabia que a marca WIFI pertence a organização sem fins lucrativos Wi-Fi Alliance?
Segundo estudos valor econômico global do WIFI é estimado em US$ 3,3 trilhões (R$ 17,6 trilhões) em 2021. Em 2025, espera-se que esse valor atinja US$ 4,9 trilhões (R$ 26,1 trilhões!).
A Conectividade ganhou impulso com a pandemia!

Ao longo de 25 anos, o WIFI teve um impacto profundo na forma como as sociedades se conectam.

“O maior impacto do WIFI foi o acesso equitativo à internet. Imagine se o mundo tivesse se desenvolvido apenas com telefones celulares ou satélite. Só os ricos poderiam pagar”?, explica Sujit Dey, diretor do Centro de Comunicações Sem Fio da Universidade de San Diego (USD), nos Estados Unidos

O WIFI também elevou as exigências por conexões mais eficientes, confiáveis e seguras, em cenários híbridos ou de trabalho remoto, de sistemas complexos de conectividade em casa e nas empresas.

Em um mundo cada vez mais conectado qual será o futuro da conectividade? O que virá depois do WIFI?
Embora o WIFI ainda tenha muito espaço para crescer e seja a tecnologia mais estável para conectividade, existem algumas alternativas que podem complementá-lo ou talvez até substituí-lo no futuro.

“O 5G está chegando à maioria dos países da Europa, Estados Unidos e América Latina. O problema é que a maioria das implantações de 5G foi baseada em 4G. Portanto, levará alguns anos para haver uma verdadeira implementação de 5G”, diz Sujit Dey.

Até o final de 2026, o 5G deverá responder por cerca de 43% dos pacotes de assinatura na América Latina, de acordo com um estudo da Ericsson. Mas os custos costumam ser mais altos.
“Muitas pessoas em diferentes demografias não conseguem pagar um plano 5G, então o WIFI ainda é a alternativa mais barata. Mas, é claro, você não pode tirar o WIFI de casa, então, os planos 5G precisarão ser acessíveis”, diz Dey.

Existe também a possibilidade de transmissão de dados através da luz.
O LI-FI em que a transferência de dados é feita pela luz, é muito mais rápido do que o WIFI
O professor de Comunicações Móveis Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, cunhou o termo LI-FI em 2011, uma tecnologia que usa luzes LED para transmitir dados.
O LI-FI pode fornecer acesso à Internet cem vezes mais rápido que o WIFI tradicional, com velocidades de até 1 gigabit por segundo (Gbps).

A desvantagem dos roteadores WIFI tradicionais é que vários dispositivos no mesmo espaço podem interferir uns nos outros. Já o LI-FI pode usar várias luzes em uma residência sem interferência, diz seu criador.
Para Dey, esse tipo de tecnologia é muito eficaz para ambientes internos, mas exige um custo adicional de infraestrutura. Por isso, não é uma alternativa barata.

“Imagine um escritório onde você tem que colocar os refletores certos. Existem algumas vantagens em termos de velocidade e nível de conectividade, mas há as desvantagens de exigir nova infraestrutura em termos gerais”, diz.

“Acho que a melhor conexão será por via aérea, porque o custo da infraestrutura é muito menor”, afirma.
“Você pode acessar áreas onde não existe fibra ótica, especialmente em países subdesenvolvidos que desejam se tornar mais desenvolvidos.”
É claro que existem várias tecnologias que estão sendo testadas e serão usadas no futuro para se conectar.

“Não existe uma tecnologia que abranja tudo. Há tanta demanda por conectividade que precisamos pegar todas as peças, juntar os produtos e trazê-los ao mercado para atender às necessidades das pessoas em todos os lugares”, diz Stanley. “Nossa visão para o futuro é que todos estejam conectados.”

Para Dey, o cenário da conectividade mudará completamente nos próximos dez a 20 anos, e é por isso que “a conectividade deve ser um direito inato nesta incursão na era moderna. “Não podemos fazer nada de forma construtiva sem conectividade”, conclui.

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– Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62008999

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